quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Escuro Parte I

 

Prefiro a escuridão, pois me ajuda a ver as pequenas luzes.
Gosto de não fechar os olhos para dormir, tenho que enxergar a realidade enquanto sonho
Sinto que enquanto tento abraçar o mundo ele me pisa, e isso dói, me afecta, e me destrói.
Tento não mais ter sentimentos mas eles vêm como um vento, vem pela noite, e me derrubam, como as folhas, no chão. E quando chega  a primavera não consigo renascer inteiro, levanto mancando, e arruinado, com um torto sorriso. Mas sim consigo passar a imagem de um ser feliz.
Estou fugindo dos diálogos, estou me distanciando dos meus problemas, e tento não ir mais além do que posso, mas não consigo.
Nunca reclamei do clima, mas ultimamente, tenho minha preferência pela chuva, o Sol tem secado minhas lágrimas, mas não quero ser dependente dele, que caminhar com as minhas pernas.
A chuva que me molha, se mistura com minhas lágrimas, fantasia meu semblante, de forma que ninguém saiba da minha real face.
Pra cada momento, se tem uma música, pra cada história se faz um poema, pra minha vida um livro.
Mas esse livro está fechado, e eu estou lá dentro, e o encaro-o, como se fosse um labirinto, pois tenho que encontrar o caminho certo, tenho que voltar cada vez que erro, tenho que me levantar a cada armadilha que caio. Mas um dia eu chego na última página e ele vai se abrir, para então me libertar e morrer.